Acidente de Seveso

No dia 10 de julho de 1976, um acidente numa indústria química na cidade de Seveso, no norte de Itália causou a contaminação de uma área considerável do território.

Este acidente ocorreu devido à libertação acidental para a atmosfera de uma substância perigosa, uma dioxina carcinogénica denominada TCDD (2,3,7,8-tetraclorodibenzo-p-dioxina). Para além da necessidade de evacuação imediata de centenas de habitantes, foram reportados diversos casos de doenças e lesões na população bem como a morte de dezenas de milhares de animais, diretamente relacionados com o acidente ou sacrificados para evitar a penetração desta substância na cadeia alimentar. Apesar de terem existido no passado acidentes industriais graves, o acidente ocorrido a 10 de julho em Seveso incentivou a elaboração da Diretiva europeia publicada em 1982, conhecida como Diretiva Seveso I, a Diretiva 96/82/CEE.

A equipa SIAWISE vem por este meio relembrar esta data, para sublinhar que as substâncias perigosas são uma ameaça para as pessoas e para o ambiente e que a prevenção de acidentes graves é crucial nas organizações.

Atualmente, encontra-se em vigor a Diretiva SEVESO III – Diretiva n.º 2012/18/UE de 4 de julho de 2012 – que foi transposta para a legislação nacional pelo Decreto-Lei n.º 150/2015 de 5 de agosto, estabelecendo o regime de prevenção de acidentes graves que envolvem substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para a saúde humana e para o ambiente.

A prevenção e o controlo dos acidentes graves envolvendo substâncias perigosas, passa por conhecer, identificar e garantir a utilização e o armazenamento em segurança das substâncias perigosas existentes nas instalações, com recurso aos meios tecnológicos de controlo adequados e uma cultura de segurança eficaz.

Ao cuidar da sua organização está a proteger o ambiente e a comunidade!

 

Pode consultar mais informação sobre a Prevenção de Acidentes Graves:

Agência Portuguesa do Ambiente
Comissão Europeia – Secção Ambiente

 

Sabia que:

  • O Decreto-Lei n.º 150/2015 de 5 de agosto define limiares de quantidades de substâncias perigosas, no Anexo I, a partir dos quais os estabelecimentos onde estejam presentes substâncias perigosas com quantidades iguais ou superiores, as obrigações deste diploma passam a aplicar-se?
  • Os resíduos, os banhos de tratamento químico, as substâncias armazenadas temporariamente e os produtos intermédios também podem constituir substâncias perigosas, e devem ser contabilizados para efeitos de determinação da aplicabilidade daquele diploma?
  • O estabelecimento poderá ser enquadrado em um de dois níveis, inferior ou superior, de acordo com as quantidades existentes?
  • O incumprimento por parte da organização que explore um estabelecimento abrangido, do dever de adotar as medidas necessárias para evitar acidentes graves constitui uma contraordenação muito grave?

 

Joana Dias – Consultora SIAWISE